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Bruno Soares e Mate Pavic são campeões do US Open

por Renata |


A quinta-feira foi de festa para Bruno Soares. Ao lado do croata Mate Pavic, o mineiro conquistou o título do US Open ao superar a dupla formada pelo holandês Wesley Koolhof e o croata Nikola Mektic por 7/5 6/3, com 1h31 de duração. Este é o terceiro título de Grand Slam nas duplas masculinas e o sexto na vitoriosa carreira de Soares.

"É uma sensação incrível. Mais um título de Grand Slam e mais um título em Nova York. É uma cidade que sempre joguei o meu melhor, desde a primeira vez que pisei aqui. Pra mim, aos 38 anos de idade, depois de altos e baixos e quatro anos após o meu último título de Grand Slam, poder segurar um troféu desse é uma sensação muito especial. Sei que estou no estágio final da minha carreira e cada momento assim passa a ter um gostinho especial. Me dá muita força pra seguir trabalhando duro e seguir acreditando", disse Soares, contente com a quarta conquista em Nova York.

Soares adiciona mais um Grand Slam em sua vitoriosa carreira. O mineiro, que foi campeão do Australian Open e do US Open em 2016 com Jamie Murray, aumentou o número de conquistas em majors nas duplas masculinas para três. Nas mistas, Bruno também foi campeão em três oportunidades: US Open 2012 (com Ekaterina Makarova) e 2014 (Sania Mirza), e Australian Open em 2016 (Elena Vesnina). Ao todo, Bruno Soares é dono de 33 troféus em 63 finais disputadas no circuito da ATP. A parceria com Pavic, que foi iniciada durante a temporada de grama no ano passado, já havia rendido um título no Masters 1000 de Xangai, na China, além de uma final no ATP 250 de Estocolmo, na Suécia.

O jogo foi marcado pela solidez da dupla. Seguros no saque, Bruno e Pavic não deram nenhuma chance de quebra para seus adversários durante toda a partida. A devolução foi chave para a dupla, e foi justamente com uma de Bruno que o time conseguiu a quebra e o set, fechando a parcial em 7/5. No segundo set, a quebra veio no sexto game após um lob de Pavic, que fez a dupla abrir 4/2 no placar. O time segurou a vantagem até o fim, trazendo o título para o Brasil e a Croácia.

"O nosso US Open foi uma trajetória bem 2020, né, bem maluca. Foi tudo muito diferente, desde o início, quando contraí o coronavírus 15 dias antes de viajar e tive que ficar isolado, sem treinar, e aí chegar nos Estados Unidos completamente despreparado. Em Cincinnati, acho que foi até bom perder na primeira rodada, porque conseguimos fazer uma bela semana de treino para o US Open. Consegui recuperar o meu físico, que estava bem abaixo depois de tudo isso, e a chave foi duríssima, né? O fato da chave estar pela metade fez tudo ficar mais difícil. Seríamos cabeça de chave num Grand Slam normal, mas aqui ficamos de fora e tivemos que matar um leão logo na primeira rodada. Foi tudo muito complicado, mas superamos e conseguimos crescer muito", resumiu o mineiro, contando os altos e baixos da dupla.

"Eu e o Mate temos algo em comum, nós dois precisamos de uma 'estilingada' pra aumentar o nível. Ele tem um jogo muito agressivo, então quando ele encaixa as bolas é muito perigoso. Canhoto, saca bem e ser 10 anos mais novo ajuda na movimentação e na explosão. Eu sou um cara que meu ponto forte é ser consistente, tanto no mental quanto em quadra, e acho que foi o que fez a diferença hoje, passar essa tranquilidade pro Mate. Ele começou um pouquinho nervoso na devolução, mas ele me viu tranquilo e foi acalmando, entrando mais nas devoluções. Nós controlamos os nervos e sacamos super bem, não tivemos nenhum break point contra. Sempre acreditei no nosso potencial. No ano passado a gente perdeu muitos jogos de uns jeitos esquisitos e aqui conseguimos virar essa situação", continuou Soares, elogiando o parceiro. A dupla destacou a positividade como a chave para as conquistas durantes as duas semanas do Grand Slam.

O brasileiro, ex-número 2 do mundo, é o atual 27º no ranking da ATP. Com a conquista do US Open, Soares voltará a figurar entre os 20 melhores do mundo. "Não estar tão bem ranqueado entra um pouco na cabeça, mas tenho uma coisa muito clara para mim: quando estou jogando o meu melhor sei que venço qualquer um. É isso que me faz seguir jogando tênis."

Agora, a dupla seguirá para Roma, onde começarão a gira europeia do saibro no Masters 1000 italiano. "Viajaremos amanhã para Roma. Com o título aqui e praticamente classificados pro Finals, vamos poder dar uma reajustada no calendário e disputar menos torneios do que estávamos planejando", finalizou o campeão do US Open 2020.

SOBRE BRUNO SOARES - Mineiro nascido em 27/02/1982, Bruno Soares é um dos principais nomes da história do Brasil. Ao ganhar o US Open nas duplas mistas, em 2012, se juntou ao seleto grupo de campeões de Grand Slam brasileiros, que inclui apenas Maria Esther Bueno, Gustavo Kuerten, Thomaz Koch e Marcelo Melo. Em 2014 repetiu a façanha conquistando o segundo título em Nova York.
Em janeiro de 2016, no Australian Open, conseguiu o feito inédito de vencer o 1o. Grand Slam de duplas, com Jamie Murray e de conquistar também o trofeu nas duplas mistas, com Elena Vesnina, se tornando o primeiro brasileiro desde Maria Esther Bueno, em 1960 a vencer dois títulos no mesmo torneio.
Em setembro de 2016, ganhou o segundo Grand Slam de duplas, no US Open, em NY, se tornando a primeira parceria (com Jamie Murray), a vencer dois Slams no mesmo ano, desde os Irmãos Bryan em 2013.
Quatro anos depois, em 2020, conquista mais uma vez um Grand Slam, o US Open, ao lado de Mate Pavic.
No total, nas duplas Bruno tem 33 títulos no circuito, 30 vice-campeonatos e chegou ao 2o. posto no ranking mundial de duplas em 2016. É o 27o. atualmente. Encerrou a temporada 2016 como a dupla número um do mundo e a 2017, como a número 3. O atual parceiro é o croata Mate Pavic.
O tenista que tem a sua carreira gerenciada pela LinkinFirm, do ex-tenista profissional Marcio Torres, conta atualmente com os patrocínios da BMG, Angá Asset Management, Aldo Solar, Aliansce Sonae e Wilson.

Diana Gabanyi